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Manie Open Day - Fevereiro 2026
scheduleLeitura de 6 min18 de Fevereiro de 2026

Manie Open Day - Fevereiro 2026

Joana Caramba
Joana Caramba

Clientes, Perguntas Difíceis e Feedback que nos Deixa Orgulhosos

Há dias que nos lembram porque é que fazemos o que fazemos. O nosso Open Day foi exatamente isso. 

Recebemos clientes Autoswitch, abrimos as portas (literalmente), mostramos como tudo funciona por dentro e, acima de tudo, ouvimos. Perguntas, opiniões, sugestões e muito feedback honesto. E sim: foi incrível.

👉 Vê aqui o vídeo do dia: Resumo do Open Day

O que é o Open Day? ⚡

O mercado da energia é complexo, volátil e, muitas vezes, pouco transparente. Tarifas mudam, contratos renovam automaticamente, preços sobem sem aviso claro e a maioria das pessoas não revê o seu contrato com regularidade. Se a nossa missão é simplificar e proteger os utilizadores, então faz sentido mostrar como tomamos decisões internamente. O Open Day serve três objetivos:

⚡️ Explicar como funciona o produto e o modelo de negócio.

⚡️ Partilhar números reais, bons e maus.

⚡️ Ouvir quem usa a plataforma todos os dias.

Construir em público (“building in public”) não é um slogan, mas sim um compromisso.

2025 em números: o que realmente aconteceu

Partilhámos dados concretos sobre a evolução do Manie ao longo de 2025:

⚡️ 40.5 mil switches concluídos

⚡️ 12.8 mil novos AutoSwitches

⚡️ 149 mil comparações realizadas (251 mil incluindo faturas repetidas)

⚡️ 8.8 mil utilizadores ativos na app

⚡️ Maior poupança mensal registada: 868€

Estes números mostram escala, mas também mostram responsabilidade. Cada switch implica análise, acompanhamento, comunicação com comercializadoras e suporte ao cliente.

Mostrámos também algo menos confortável: nem todos os switches geram receita para o Manie. Em muitos casos, a melhor oferta para o utilizador não é a que nos remunera. Ainda assim, seguimos o mesmo princípio: o melhor preço para o utilizador, sempre.

O modelo de negócio explicado de forma clara

Uma das perguntas mais importantes do Open Day foi também a mais inevitável: como é que o Manie faz dinheiro?

Hoje, o Manie tem duas fontes principais de receita. Em alguns casos, as comercializadoras pagam por novas adesões realizadas através da plataforma (valores por cliente ou valores por consumo). Em paralelo, existe uma componente de subscrição para utilizadores que querem um nível mais elevado de monitorização e otimização, nomeadamente nos planos pagos.

Mas o ponto mais relevante não é o mecanismo. É a tensão estrutural que existe neste modelo. Se o nosso princípio é garantir sempre a melhor oferta para o utilizador, isso significa que, muitas vezes, a recomendação não coincide com a oferta que gera receita para o Manie. E essa decisão não é teórica, acontece diariamente.

Durante o Open Day partilhámos um dado que resume bem este equilíbrio: uma parte significativa dos switches realizados não gera remuneração direta para a empresa. O que é uma consequência da escolha estratégica de colocar o interesse do utilizador em primeiro lugar. Ao mesmo tempo, fomos transparentes quanto aos desafios. O crescimento do plano gratuito trouxe mais utilizadores, mais moradas monitorizadas e mais pedidos de apoio. Cada contrato analisado tem um custo operacional real, processamento de dados, integração com sistemas, suporte humano, acompanhamento de alterações contratuais. “Grátis” para o utilizador nunca significou “sem custo” para a empresa.

O que discutimos abertamente foi isto: como equilibrar acesso, proteção e sustentabilidade?

A decisão de ajustar os planos não surgiu por conveniência. Surgiu da necessidade de garantir três coisas ao mesmo tempo: proteger os utilizadores contra aumentos automáticos de preço, manter a qualidade do serviço e assegurar que a empresa pode continuar a investir em continuar a ter o melhor produto do mercado.

Esse foi um dos momentos mais importantes do Open Day. Porque não estávamos a falar de funcionalidades novas ou métricas de crescimento. Estávamos a falar de estrutura, responsabilidade e longevidade. Transparência não é só mostrar números bons. É explicar porque é que certas decisões têm de ser tomadas, mesmo quando não são as mais populares.

A evolução do produto: da promessa à experiência real

Uma parte relevante do Open Day foi dedicada a algo que muitas vezes fica invisível quando se olha apenas para números: a experiência concreta de quem usa o Manie.

Nos primeiros meses de vida do produto, o foco estava na capacidade técnica de analisar o mercado e executar switches de forma automática. A proposta era clara: colocar um scanner permanente a comparar a oferta atual do utilizador com o mercado e mudar sempre que surgisse uma opção melhor.

Funcionava. Mas não era suficiente. Começaram a surgir dúvidas recorrentes que revelavam um problema estrutural de experiência: Em que comercializadora estou neste momento? Quanto estou realmente a pagar? O AutoSwitch está ativo? Porque é que recebi este email?

Estas perguntas indicavam falta de visibilidade.

O Open Day foi também um momento de reconhecimento dessa fase. Mostrámos como a primeira versão do produto estava orientada para execução, mas não necessariamente para clareza contínua. A evolução da app veio precisamente responder a isso. O objetivo deixou de ser apenas “mudar para o melhor preço” e passou a ser “dar controlo permanente sobre o que está a acontecer”.

Hoje, a experiência inclui histórico de switches, consulta de faturas, estado atualizado do AutoSwitch, visualização de poupanças e gestão de preferências. Mais do que adicionar funcionalidades, o foco foi reduzir ansiedade e eliminar fricção. A diferença é simples: quando o utilizador sente que percebe o que está a acontecer, a relação deixa de ser automática e passa a ser consciente.

Quando o produto residencial deixa de ser suficiente

Outro momento marcante surgiu a partir de uma pergunta que recebemos repetidamente ao longo de 2025: “Fazem isto para empresas?”

Mostrámos exemplos reais de contactos recebidos. Empresas de alojamento local com centenas de propriedades. Grupos empresariais com dezenas ou centenas de CPEs. Equipas financeiras que acumulavam emails, faturas e alterações contratuais sem uma visão consolidada.

A conclusão foi evidente: a gestão de energia empresarial é estruturalmente diferente da gestão doméstica. Uma empresa não precisa apenas de poupança pontual. Precisa de previsibilidade, negociação personalizada, consolidação de faturas, integração com contabilidade e acompanhamento estratégico de preços.

Foi neste contexto que apresentámos o Manie Business.

Não como um “upgrade” da app residencial, mas como uma solução desenhada de raiz para responder a desafios distintos: negociação de contratos BTN, BTE e MT, centralização de dados, análise automática de faturas, previsão de custos e acompanhamento dedicado. O Open Day serviu para anunciar este novo produto e para explicar porque é que ele é necessário. Se o Manie pretende trazer clareza ao mercado, essa clareza não pode ficar limitada ao segmento residencial.

Ouvir antes de decidir

A última parte do evento não foi uma apresentação formal. Foi um espaço de escuta. Perguntámos diretamente aos clientes presentes que funcionalidades sentiam falta e que melhorias consideravam prioritárias.

Nem todas as sugestões serão implementadas no curto prazo. Nem todas são compatíveis com o foco atual. Mas o exercício é fundamental. O Open Day é uma ferramenta de alinhamento que serve para validar se o problema que estamos a resolver continua a ser o problema certo.

Se não estiveste presente, podes ver o resumo completo aqui: Resumo do Open Day 🎥

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Joana Caramba
Escrito porJoana Caramba
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