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Eletricidade mais barata novembro de 2026
Mercado de energiascheduleLeitura de 12 min31 de Outubro de 2026

Eletricidade mais barata novembro de 2026

Vicente CP
Vicente CP

Eletricidade mais barata em novembro de 2026

Com a chegada do inverno, comparar o preço da eletricidade pode ajudar a controlar os gastos com energia. Fomos ver os números do Manie, com as tarifas de eletricidade e gás disponíveis no final de outubro, para perceber o que deves ter em conta ao escolher uma tarifa em novembro.

Entre as tarifas com preço por kWh uniforme analisadas para este artigo, a Eletricidade DD+FE Digital da EDP Comercial apresenta o custo mais baixo para o perfil considerado, com 67,35€ por 30 dias para 400 kWh de consumo e 6,9 kVA de potência, antes de IVA e restantes impostos e taxas. Os preços foram consultados a 26 de outubro de 2026, com a oferta da EDP confirmada no edp.pt a 31 de outubro, e incluem um desconto de 20% durante os primeiros 12 meses de contrato, para quem contrata em edp.pt com fatura eletrónica e débito direto. Sem o desconto, a mesma tarifa fica em 84,18€ por mês. A melhor opção para outra casa pode variar com o consumo, a potência e as condições de contratação.

Quais são as tarifas de eletricidade mais baratas em novembro de 2026? 🏷️

Preços de tabela a 26 de outubro de 2026, em tarifa simples, para 6,9 kVA e 400 kWh por mês, antes de IVA e taxas.

Comercializadora

Tarifa

Preço do kWh

Potência por dia

Fatura mensal estimada

EDP Comercial

Eletricidade DD+FE Digital

0,1337€

0,4624€

67,35€ no 1.º ano (84,18€ sem desconto)

Ibelectra

Solução Segura (DD+FE)

0,1495€

0,4436€

73,11€

LuziGás

Super Lig Fixo

0,1656€

0,3707€

77,36€

Endesa

Tarifa Digital Luz

0,1399€

0,7452€

78,32€

Luzboa

Preço Fixo

0,1614€

0,4636€

78,47€

A tarifa da EDP é a mais barata no primeiro ano, 5,76€ abaixo da Ibelectra e cerca de 11€ abaixo da quinta posição, porque combina o preço do kWh mais baixo da tabela com um preço de potência intermédio. Sem o desconto de 20%, a fatura sobe para 84,18€, quase o mesmo que a MEO Energia, a mais cara da lista. Nas restantes, a diferença resulta sobretudo do preço da potência, uma vez que a LuziGás tem o mais baixo e a Endesa o mais elevado, pelo que a LuziGás é mais vantajosa nas casas com consumo reduzido e a Endesa nas casas com consumo elevado. Quatro das cinco exigem débito direto e fatura eletrónica para estes preços; a Luzboa não exige nenhum dos dois.

Seguem-se a Galp, com 78,51€, a EZU Energia, com 82,36€, e a MEO Energia, com 84,46€, enquanto o mercado regulado fica nos 79,42€ para o mesmo perfil. A Poupança Inteligente da Iberdrola fica fora desta lista porque não tem um preço por kWh uniforme: cobra 0,1283€ por kWh nas 8 horas de maior consumo e um preço mais alto nas restantes, pelo que o custo mensal depende de como o consumo se distribui ao longo do dia (cerca de 78,41€ se 70% do consumo ocorrer nessas 8 horas).

Tarifa fixa, indexada ou mercado regulado: o que deves ter em conta? 📊

Para comparar o custo de diferentes tarifas, é preciso manter o mesmo consumo, potência e período de faturação. Por isso, usamos o perfil considerado ao longo deste artigo: tarifa simples, 6,9 kVA de potência contratada e 400 kWh de consumo em 30 dias, antes de IVA e restantes impostos e taxas.

Com os preços analisados, a comparação entre a oferta fixa mais barata da nossa seleção e o mercado regulado é a seguinte:

Oferta

Custo estimado para 30 dias

EDP Comercial - Eletricidade DD+FE Digital

67,35€ no 1.º ano (84,18€ sem desconto)

Mercado Regulado

79,42€

Para este perfil, a oferta da EDP fica 12,07€ abaixo do mercado regulado no primeiro ano, considerando as condições de contratação descritas na comparação inicial. Sem o desconto de 20%, a mesma tarifa fica em 84,18€, 4,76€ acima do regulado. A diferença resulta da combinação do preço da energia com o custo diário da potência, pelo que olhar apenas para o preço do kWh não chega para perceber quanto vais pagar.

Nas tarifas indexadas, o preço da energia acompanha a evolução do mercado grossista segundo a fórmula de cada oferta, que também pode incluir perdas, custos comerciais e tarifas de acesso às redes. Para avaliar se uma indexada compensa, é necessário aplicar essa fórmula ao mesmo perfil de consumo e identificar o período de referência dos preços utilizados. Uma simulação com preços passados pode ajudar na comparação, mas não garante o custo dos 400 kWh em novembro.

A escolha depende também da previsibilidade que procuras. Numa tarifa fixa, o preço do kWh fica definido durante o período acordado no contrato; numa indexada, pode subir ou descer com o mercado. Já no mercado regulado, os preços são definidos pela ERSE e estão sujeitos às revisões aprovadas pelo regulador. Para o perfil deste artigo, a oferta fixa identificada fica abaixo do regulado durante o primeiro ano, mas concluir se também é mais vantajosa do que uma indexada exige uma simulação dessa oferta nas mesmas condições.

O que mudou em novembro para a resposta ser diferente da de outubro? 📈

A primeira mudança é o mercado grossista, que em outubro teve a média mensal mais alta do ano em Portugal, 167,45 €/MWh segundo o Data Hub da REN consultado a 31 de outubro, depois dos 143,90 €/MWh de setembro e mais do dobro dos 76,47 €/MWh de outubro de 2025. O mercado diário passou os 200 €/MWh a 6 de outubro (cerca de 206,7 €/MWh), chegou a cerca de 216,7 €/MWh a 19 de outubro e acelerou no fim do mês, com 240 €/MWh a 29 de outubro e 249 €/MWh a 30 de outubro. A explicação continua a ser o gás natural europeu, que com a tensão no estreito de Ormuz chegou a cerca de 100 €/MWh no TTF a 28 de outubro, e um ano com menos produção eólica e solar do que o habitual (índices de produtibilidade de 0,97 e 0,82 entre janeiro e setembro, enquanto a hídrica ficou acima da média, em 1,21), o que obriga a recorrer mais às centrais a gás. Novembro começa num patamar mais alto do que a média de outubro.

A segunda mudança veio da ERSE, que a 15 de outubro propôs as tarifas para 2027. Para o mercado regulado, a proposta é uma subida média de 1,5% em janeiro, entre 0,54€ e 1,28€ por mês, e para todos os clientes, incluindo os do mercado livre, uma descida de 13,7% nas tarifas de acesso às redes, que as comercializadoras tendem a refletir nos preços de janeiro. As tarifas finais só são publicadas até 15 de dezembro, mas a proposta já permite uma conclusão útil para quem compara em novembro, que é não assumir que o preço de hoje será o preço de janeiro.

A terceira mudança é menos visível e já está em vigor desde 25 de outubro, com a hora de inverno. No ciclo diário, o período de vazio não muda: é das 22h às 8h todo o ano, tanto na tarifa bi-horária como na tri-horária. O que muda com a hora de inverno são as horas de ponta e de cheias da tri-horária e, no ciclo semanal, o horário de sábado, pelo que quem tem tri-horária ou ciclo semanal deve confirmar que os equipamentos programados continuam no período correto.

Como comparar corretamente, para além do preço do kWh? 🔍

O preço do kWh é apenas uma parte da fatura, porque a potência contratada paga-se todos os dias, com ou sem consumo. Para os 6,9 kVA considerados neste artigo, a LuziGás cobra 0,3707€ por dia de potência e a Endesa 0,7452€, uma diferença de cerca de 11€ em 30 dias. Já para os 400 kWh do perfil, cada cêntimo de diferença no preço da energia representa 4€ por mês, pelo que os dois preços devem ser avaliados em conjunto.

Há ainda o ciclo horário e as condições das tarifas a considerar. A tarifa bi-horária só compensa se uma parte relevante do consumo ocorrer nas horas de vazio, e quatro das cinco tarifas mais baratas exigem débito direto e fatura eletrónica, sem os quais o preço sobe, como acontece com a Ibelectra, que passa de 73,11€ para 76,43€ no mesmo perfil. Um desconto limitado aos primeiros meses faz com que o preço do segundo ano seja diferente do primeiro, como acontece com a EDP, que passa de 67,35€ para 84,18€ quando termina o desconto de 20%, e, embora a mudança seja gratuita e não interrompa o fornecimento, se o contrato atual tiver fidelização em curso a penalização por saída antecipada pode anular a poupança do primeiro ano.

A comparação útil é a que parte da tua fatura real, com o teu consumo, a tua potência e o preço que pagas hoje. O simulador da ERSE permite fazê-lo, e o AutoSwitch do Manie faz o mesmo de forma contínua, lendo a fatura e propondo a mudança quando surge uma alternativa claramente melhor, com um período de reflexão de 48 horas em que a podes cancelar.

E o gás natural, também compensa mudar em novembro? 🔥

No gás, o mercado regulado continua a ser a opção mais barata, mesmo depois da subida de 6,4% a 1 de outubro. Para uma casa com 284 kWh por mês, no escalão 2, antes de IVA e taxas, os valores são os seguintes.

Comercializadora

Tarifa

Fatura mensal estimada

Mercado regulado

Tarifa regulada

22,28€

Dourogás

Gás Natural Mais Poupança

31,84€

Endesa

Tarifa Digital Gás

31,96€

Galp

Casa e Estrada Gás Natural e Combustível (DD)

32,28€

Goldenergy

Digital Monogás com DD+FE

33,61€

Iberdrola

Mais Casa Gás (FE e DD)

34,18€

A melhor tarifa do mercado livre fica quase 10€ por mês acima do regulado e o padrão repete-se nos quatro escalões, pelo que, no gás, sair do mercado regulado não é automaticamente vantajoso. Fomos ver os números do AutoSwitch do Manie e a conclusão é a mesma: só numa minoria das casas analisadas existe uma tarifa de gás melhor do que a atual, e a poupança encontrada é reduzida.

O peso do gás depende da casa, porque quem só cozinha gasta pouco, enquanto quem tem caldeira pode, entre novembro e março, gastar mais em gás do que em luz. As tarifas duais juntam as duas faturas e incluem habitualmente um desconto, mas só compensam se cada tarifa for competitiva por si, pelo que convém comparar a eletricidade e o gás em separado e só depois verificar se a tarifa dual é mais barata do que a soma das duas melhores tarifas.

Perguntas frequentes 🙋‍♂️

Qual é a comercializadora de eletricidade mais barata em novembro de 2026?

Nos preços de tabela, a EDP Comercial, com a Eletricidade DD+FE Digital, 67,35€ por mês no primeiro ano para 6,9 kVA e 400 kWh, antes de IVA e taxas (84,18€ sem o desconto de 20%). Ibelectra, LuziGás, Endesa e Luzboa ficam entre 5,76€ e cerca de 11€ por mês acima nesse perfil. Foi esta a conclusão a que chegámos depois de ver os números do Manie, com os preços consultados a 26 de outubro de 2026.

A tarifa indexada ainda compensa em novembro de 2026?

Depende da oferta e da evolução dos preços no mercado grossista. Para perceber se uma tarifa indexada compensa, é necessário simular uma oferta concreta com os mesmos 400 kWh, 6,9 kVA e 30 dias considerados neste artigo. Uma estimativa baseada em preços passados pode ajudar na decisão, mas não garante quanto vais pagar em novembro.

Vale a pena sair do mercado regulado em novembro?

Na eletricidade, para o perfil deste artigo — tarifa simples, 6,9 kVA e 400 kWh em 30 dias —, o mercado regulado fica 12,07€ acima da oferta fixa mais barata das analisadas: 79,42€ contra 67,35€ no primeiro ano da oferta da EDP, antes de IVA e restantes impostos e taxas. Sem o desconto de 20%, essa oferta fica em 84,18€, 4,76€ acima do regulado.

O que muda nas tarifas em janeiro de 2027?

A ERSE propôs uma subida média de 1,5% no mercado regulado e uma descida de 13,7% nas tarifas de acesso às redes para as famílias, que se aplicam a todos os clientes. As tarifas finais são publicadas até 15 de dezembro.

Mudar de comercializadora tem custos ou corta a luz?

Não, porque a mudança é gratuita, não interrompe o fornecimento nem obriga a trocar o contador, e só convém confirmar se o contrato atual tem fidelização, porque pode haver penalização por saída antecipada.

Com que frequência devo comparar a minha tarifa?

Pelo menos de três em três meses, e todos os meses para quem tem tarifa indexada. O simulador da ERSE e o AutoSwitch fazem a comparação a partir da fatura real.

Fontes. Manie, catálogo de tarifas de eletricidade e gás natural em comercialização para clientes domésticos, preços a 26 de outubro de 2026, fatura estimada igual a kWh × preço do kWh + 30 dias × preço da potência, antes de IVA e taxas; Manie, dados do AutoSwitch de outubro de 2026; ERSE, Proposta de tarifas e preços para a energia elétrica em 2027, 15 de outubro de 2026, e cobertura do Observador; ERSE, Diretiva n.º 4/2026, atualização da tarifa de energia do comercializador de último recurso em vigor desde 1 de outubro de 2026; ERSE, Comunicado de Decisão sobre Tarifas de Gás Natural para o ano-gás 2026-2027; OMIE, mercado diário, Portugal, médias mensais de setembro (143,90 €/MWh) e outubro (167,45 €/MWh) e preços diários de 6, 19, 29 e 30 de outubro, através do Data Hub da REN, consulta a 31 de outubro de 2026; REN, índices de produtibilidade hidroelétrica, eólica e solar de janeiro a setembro de 2026; EDP Comercial, tabela de preços e condições da Eletricidade DD+FE Digital em edp.pt, consulta a 31 de outubro de 2026; ICE Endex, cotação do gás natural TTF a 28 de outubro de 2026; ECO, Preço grossista da eletricidade ibérica é o terceiro mais caro de sempre no outono, 10 de outubro de 2026.

#Eletricidade mais barata#ERSE#gás natural#mercado regulado#tarifas de eletricidade
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Vicente CP
Escrito porVicente CP
Neste artigoEletricidade mais barata em novembro de 2026Quais são as tarifas de eletricidade mais baratas em novembro de 2026? 🏷️Tarifa fixa, indexada ou mercado regulado: o que deves ter em conta? 📊O que mudou em novembro para a resposta ser diferente da de outubro? 📈Como comparar corretamente, para além do preço do kWh? 🔍E o gás natural, também compensa mudar em novembro? 🔥Perguntas frequentes 🙋‍♂️

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