Logo manie
    calculate
    Simulador
    sync
    AutoSwitch
    import_contacts
    Blog
    groups
    Sobre nós
menu

O que muda na tua energia em 2026 💡

15 de Janeiro de 2026
scheduleLeitura de 10min
Joana Caramba

Todos os anos acontece a mesma coisa. Janeiro chega, o ano muda, e alguém diz: “vai haver novos preços da eletricidade”. Don’t panic! Na Manie, explicamos-te tudo.

A eletricidade tem este talento ingrato para parecer sempre mais complicada do que é. Não ajuda o facto de mudar todos os anos, nem o facto de quase ninguém sentir que controla realmente o que está a pagar. Mas a verdade é que o que acontece em janeiro é, na maioria dos casos, um ajuste previsível.
Estes ajustes vão acontecer em 3 frentes:⚡️Os valores base do mercado regulado, pela ERSE⚡️O preço das tarifas de acesso às redes⚡️As ofertas comerciais do mercado

1. Os valores base da ERSE

Quem define estes ajustes é a ERSE, o regulador da energia em Portugal. A ERSE não vende eletricidade nem escolhe fornecedores. Define regras e valores base para garantir que o sistema funciona e que os custos da rede são distribuídos de forma equilibrada.
Em 2026, esses ajustes traduzem-se em:
🧑‍⚖ ️Mercado regulado: terá um aumento médio de cerca de 1% nos preços. Para quem ainda lá está, isto significa alguns cêntimos a mais por mês. Não é agradável, mas também não é uma mudança estrutural no orçamento.📈 Mercado livre: para quem está no mercado livre (cerca de 5,7 milhões de clientes segundo a ERSE), a história é diferente porque, além dos ajustes definidos pelo regulador, os preços finais dependem das ofertas comerciais de cada fornecedor, que podem variar bastante de contrato para contrato.💙 Tarifa Social: mantém-se em 2026, garantindo um desconto de cerca de 33,8% para quem tem direito. Não há cortes nem alterações negativas neste apoio. Têm direito à tarifa social os consumidores economicamente vulneráveis, incluindo quem recebe prestações sociais como RSI, pensão social de invalidez ou velhice, complemento solidário para idosos, subsídio social de desemprego ou abono de família, desde que o contrato esteja em seu nome e respeite os limites de potência definidos.
Há, no entanto, uma parte da fatura que muda para todos, independentemente do fornecedor: as tarifas de acesso às redes.

2. O preço das tarifas de acesso às redes

Há uma parte da fatura que muda para todos, independentemente do fornecedor: as tarifas de acesso às redes.
🤔 O que são tarifas de acesso às redes?
São os custos associados à infraestrutura elétrica do país, cabos, transporte, contadores e manutenção da rede. Esta componente é definida pela ERSE, é igual para todos os consumidores e é atualizada todos os anos.Em 2026, estas tarifas vão aumentar ligeiramente. Para um consumidor doméstico típico, com potência contratada de 6,9 kVA e um consumo médio anual na ordem dos 4.000 kWh, este ajuste representa cerca de 20 a 30 cêntimos a mais por mês, ou seja, um aumento entre 2,40€ e 3,60€ por ano na fatura.É um aumento real, mas limitado. E acontece mesmo que o fornecedor não altere os seus preços comerciais. Um exemplo simples: numa fatura mensal de 70 €, este ajuste regulamentar pode significar cerca de +0,30 €. Parece pouco porque é. O impacto destas tarifas, por si só, raramente explica faturas significativamente mais altas.O que normalmente faz a diferença não está nesta componente regulada, mas na parte seguinte da fatura: os preços comerciais definidos pelos fornecedores.

3. As ofertas comerciais do mercado

É depois nas ofertas comerciais que tudo se começa a separar. Aqui, cada fornecedor decide quanto cobra pelo kWh, pelo termo fixo diário e que condições aplica ao contrato. Estas ofertas são revistas com frequência, surgem novas campanhas, ajustam-se preços, mudam condições, mas muitos contratos antigos ficam exatamente iguais durante anos. Na prática, isto significa que duas casas com consumos muito semelhantes podem estar a pagar valores bastante diferentes, não por causa dos ajustes de janeiro, mas porque um dos contratos ficou preso a preços comerciais mais altos, enquanto o mercado passou a oferecer alternativas mais competitivas. É aqui que se concentram as maiores oportunidades de poupança, e também onde é mais difícil perceber, sozinho, se o contrato ainda faz sentido.
É exatamente neste ponto que entra o Manie. 🦸‍♂️
Founders analysing

Como podemos ajudar em 2026

No Manie, analisamos continuamente milhares de contratos e faturas. O padrão repete-se ano após ano: a maioria das pessoas não está a pagar mais porque a eletricidade “subiu”, mas porque ficou num contrato que deixou de fazer sentido face ao mercado.Seja porque os preços desse contrato foram atualizados ao longo do tempo, seja porque surgiram ofertas mais vantajosas noutros comercializadores, o resultado é o mesmo: o contrato deixou de ser competitivo. A isso juntam-se, muitas vezes, potências contratadas acima do necessário ou preços por kWh desajustados, que vão pesando na fatura sem que ninguém dê por isso.É por isso que, mesmo em anos com subidas regulamentares, continuam a existir oportunidades reais de poupança. Pequenas decisões que, somadas ao longo do ano, fazem diferença.
É aqui que o Manie pode ajudar:🤑 Revemos o preço por kWh, para garantir que os consumidores não pagam mais do que deveriam⚡️ Ajustamos a potência para garantir que não os consumidores não pagam uma potência mais alta do que a necessária

Mudanças de Tarifas em 2026

Em 2026 há ainda uma mudança relevante. Até agora, quem mudava de tipo de ciclo, simples, bi-horária ou tri-horária, tinha, em regra, de esperar 12 meses para poder voltar a alterar. A partir de 2026, essa limitação deixa de existir, tornando mais fácil ajustar o tipo de tarifa ao longo do ano. Isto não garante poupança automática, mas cria espaço para contratos mais alinhados com a forma como a energia é realmente usada.Aqui, novamente, o acompanhamento faz a diferença. Ter flexibilidade é útil, mas só se alguém estiver a olhar para os dados certos no momento certo. Por isso todos os nossos clientes de AutoSwitch que queiram mudar.No fundo, o que muda em janeiro não é a eletricidade em si, mas o enquadramento. São pequenos ajustes anuais que cada pessoa sente de forma diferente consoante o contrato que tem, e não apenas consoante o consumo. Janeiro não é o mês do choque energético: é o momento em que o sistema faz contas e segue em frente. O problema nunca foi a mudança, foi a falta de acompanhamento. É aí que, ano após ano, se acumulam diferenças que só aparecem quando alguém pára para olhar com atenção, e quem acompanha essas contas, manualmente ou com ajuda, tende a começar o ano com menos ruído e faturas mais alinhadas com a realidade.