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Carregar o Carro Elétrico em Casa: Qual a Melhor Tarifa em 2026?

30 de Março de 2026
scheduleLeitura de 13min
Joana Caramba
Comprar um carro elétrico muda completamente a forma como olhas para a fatura de eletricidade. O consumo aumenta, mas ao contrário do que acontece com outros equipamentos, aqui existe uma variável nova e muito relevante: quando carregas.Em casas com veículo elétrico, o consumo mensal pode facilmente aumentar entre 30% e 70%, dependendo do padrão de utilização. Isso significa que pequenas diferenças no preço por kWh deixam de ser marginais e passam a ter um impacto muito maior no que pagas.E essa variável, sozinha, pode significar pagar metade, ou um quarto, pelo mesmo tempo a carregar.

Quanto custa carregar um carro elétrico em casa vs rede pública

Carregar em casa tende a ser significativamente mais barato do que utilizar a rede pública, mas a diferença depende de vários fatores: tarifa contratada, horário de carregamento e tipo de posto utilizado fora de casa. Para dar uma ordem de grandeza, considera um carro com bateria de 60 kWh.Numa tarifa bi-horária com consumo maioritariamente em vazio, o preço por kWh pode situar-se em algumas das ofertas mais competitivas do mercado na ordem dos 0,10€ a 0,15€/kWh. Isto traduz-se num custo aproximado de 6€ a 9€ por carregamento completo. Numa tarifa simples, sem diferenciação horária, o mesmo carregamento pode ficar entre 11€ e 13€, dependendo do preço contratado.Já na rede pública, o custo total não depende apenas do preço da energia. Inclui também tarifas de acesso, custos do operador do posto e do comercializador de mobilidade elétrica. Na prática, o custo efetivo pode variar bastante, mas em muitos casos pode facilmente atingir 0,40€ a 0,52€/kWh, o que colocaria o mesmo carregamento entre 24€ e 31€.Em conclusão, carregar em casa tende a ser muito mais barato do que carregar na rede pública, sobretudo quando o carregamento é feito nos períodos mais baratos da tarifa.
Num cenário comum de utilização, entre 10.000 e 15.000 km por ano, a diferença entre carregar maioritariamente em casa durante o vazio ou recorrer frequentemente à rede pública pode traduzir-se em várias centenas de euros por ano.Num caso prático, um carregamento de 60 kWh pode custar cerca de 6€ a 9€ em casa com uma tarifa bi-horária competitiva em vazio, enquanto na rede pública o custo total pode aproximar-se de 24€ a 31€, dependendo do posto, do operador e das várias componentes cobradas. O diferencial num único carregamento já é relevante. Ao longo do ano, acumula-se rapidamente.E mesmo dentro de casa, a escolha da tarifa continua a ter peso. Diferenças pequenas no preço por kWh tornam-se muito mais visíveis quando há um consumo adicional recorrente como o de um carro elétrico.

Tarifa simples vs bi-horária: qual a diferença?

A escolha entre tarifa simples e bi-horária torna-se mais relevante quando entra um carro elétrico no perfil de consumo.Numa tarifa simples, o preço por kWh é o mesmo ao longo do dia. Numa tarifa bi-horária, o consumo é dividido em dois períodos com preços diferentes, sendo o vazio, normalmente durante a noite, o período mais barato. É aqui que o carro elétrico muda a equação. Ao contrário de outros consumos da casa, o carregamento pode ser programado para acontecer durante a noite. Quando isso acontece com regularidade, uma parte significativa do consumo mensal passa para o período mais barato da tarifa. Ou seja, é por isso que a bi-horária tende a compensar em muitas casas com veículo elétrico. Não por ser a melhor opção por definição, mas por permitir concentrar um consumo elevado num período com preço mais baixo.Ainda assim, não compensa em todos os casos. Se o carro for carregado muitas vezes fora do vazio, ou se a maior parte do consumo da casa continuar concentrada fora desse período, a vantagem pode diminuir. O ponto mais importante não é o nome da tarifa. É perceber em que horas acontece o consumo.

Existem tarifas específicas para carros elétricos?

Sim. Alguns comercializadores têm ofertas pensadas para mobilidade elétrica, com preços mais baixos durante o período de vazio ou condições associadas ao carregamento em casa.A EDP Comercial, a Iberdrola e a Galp já tiveram este tipo de ofertas, sobretudo com condições mais competitivas durante a noite (ver condições atualizadas nos respetivos sites). Estas campanhas mudam ao longo do tempo. Novos preços e novas condições surgem com frequência, e as diferenças entre ofertas podem ser relevantes.Os contratos ativos não são atualizados automaticamente. Mesmo que surja uma tarifa mais competitiva, o preço mantém-se até que o consumidor decida rever ou mudar.

Preciso de uma wallbox em casa?

Nem sempre, mas em muitos casos faz sentido. É possível carregar um carro elétrico numa tomada convencional. O problema é que o carregamento tende a ser mais lento e menos prático para uso frequente. Uma wallbox permite um carregamento mais rápido e mais controlado. Em muitos casos, inclui também funcionalidades de gestão de potência que ajudam a evitar sobrecargas quando há outros equipamentos ligados ao mesmo tempo.Em termos de custo, há dois modelos mais comuns: compra com instalação à parte, ou soluções em mensalidade que já incluem equipamento e instalação. Nessas soluções, os valores podem rondar os 25€ a 40€ por mês, consoante o fornecedor e as condições contratadas.Também há marcas automóveis e parceiros que incluem campanhas com wallbox ou instalação em determinadas compras, por isso esse custo nem sempre deve ser analisado isoladamente. Não é obrigatório instalar uma wallbox para ter um carro elétrico. Mas para quem carrega com frequência em casa, acaba muitas vezes por ser a solução mais cómoda e mais ajustada ao dia a dia.

Potência contratada: um detalhe que faz diferença

A “entrada” de um carro elétrico em casa, aumenta a potência utilizada em simultâneo quando se carrega o carro (como qualquer outro eletrodoméstico). Para 75,25% dos users Manie, a potência contratada situa-se entre 3,45 kVA e 6,9 kVA. Com um VE, tem de se perceber se essa potência é suficiente, sobretudo se houver outros equipamentos a funcionar ao mesmo tempo.Nalguns casos, a solução passa por aumentar para níveis como 10,35 kVA. Noutros, pode ser evitado com sistemas de gestão de carga que ajustam automaticamente a potência disponível. Porque é que isto é importante? Porque o termo de potência paga-se diariamente, mesmo que não se use eletricidade nenhuma e é mais caro quanto maior for a potência.Por exemplo:

O cenário mais eficiente

Quando o carregamento é feito maioritariamente durante o período de vazio, o custo por kWh pode reduzir-se de forma significativa. Em alguns perfis de consumo, o tri-horário também pode ser eficiente, sobretudo quando permite concentrar o carregamento nos períodos com preço mais baixo, ou evitar horas mais caras.

O erro mais comum: tratar a tarifa de energia como uma decisão pontual

A maior parte das pessoas escolhe uma tarifa quando começa a carregar o carro em casa e assume que essa decisão resolve o problema. No contexto atual do mercado de energia, isso raramente acontece. No caso de um carro elétrico, este efeito torna-se mais visível. O aumento do consumo amplifica o impacto de qualquer escolha no preço contratado. Uma diferença pequena por kWh, que poderia passar despercebida num consumo doméstico típico, ganha peso quando o consumo mensal aumenta com o carregamento regular do carro. Garantir um bom preço implica rever o contrato, acompanhar o mercado e perceber quando faz sentido mudar. Esse processo pode ser feito manualmente, mas exige tempo e consistência, duas coisas que raramente acompanham a evolução do mercado.É por isso que começam a surgir soluções que automatizam este acompanhamento e ajustam o contrato ao longo do tempo, sem intervenção do consumidor. O Manie segue essa abordagem, acompanhando o mercado de forma contínua e garantindo que o cliente tem acesso ao melhor preço disponível, sem necessidade de revisões constantes. Este problema não se limita a quem tem carro elétrico. A diferença de preço acumula-se em qualquer casa. Com mais consumo, torna-se apenas mais evidente.